Pneus Pirelli de Fórmula 1, imagem de contexto para a escolha C3, C4 e C5 em Monza
Fotografia: Phil Guest · CC BY-SA 2.0
Pneus

Pirelli leva a gama mais macia a Monza e aponta para uma paragem

C3, C4 e C5 formam a escolha oficial para o GP de Itália. A tração traseira e o sobreaquecimento serão mais importantes do que a degradação absoluta.

A Pirelli escolheu C3, C4 e C5 para Monza. Explicamos a distribuição de jogos, o risco de sobreaquecimento traseiro e por que uma paragem é a estratégia provável.

Monza recebe a gama mais macia de 2026

A Pirelli confirmou C3, C4 e C5 para o Grande Prémio de Itália. O C3 será identificado como duro, o C4 como médio e o C5 como macio, formando a seleção mais macia disponível na gama de 2026.

A informação oficial da Formula 1 e da Pirelli fixa também a distribuição: dois jogos de duros, três de médios e oito de macios por piloto, além de intermédios e pneus de chuva extrema.

Facto: estes são os compostos inscritos para o fim de semana. Análise: a escolha privilegia aderência e flexibilidade sem transformar Monza numa corrida automaticamente dominada pela degradação.

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O esforço muda para o eixo traseiro

Os carros de 2026 chegam às travagens com uma gestão de energia diferente, e a Pirelli espera cargas menores no eixo dianteiro durante a desaceleração. Em sentido oposto, o eixo traseiro será mais solicitado quando toda a potência é aplicada à saída das chicanes.

Rettifilo e Ascari tornam esse compromisso visível. Um carro precisa de travar com estabilidade, rodar sem perder velocidade e acelerar sem sobreaquecer os pneus traseiros.

A velocidade máxima será chamativa, mas a diferença competitiva pode nascer alguns segundos antes, na forma como cada piloto põe potência no chão.

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Mapa do traçado do Autodromo Nazionale di Monza
Fotografia: Wikimedia Commons · Domínio público

Porque uma paragem continua a ser o cenário-base

A Pirelli considera provável uma estratégia de uma paragem. O asfalto renovado em 2024 mantém-se relativamente liso e a degradação prevista não deverá ser suficiente para obrigar a duas trocas em condições normais.

Isso não significa que a estratégia esteja fechada. Safety Car, temperatura, tráfego e sobreaquecimento traseiro podem alterar a duração dos turnos. Todos os pilotos terão ainda de usar pelo menos dois compostos slick diferentes se a corrida for seca.

O médio e o duro oferecem a rota mais conservadora; o macio pode ganhar valor numa qualificação apertada ou numa neutralização tardia.

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Há alterações nos limites físicos da pista

A antevisão oficial regista lancis reconstruídos nas curvas 1, 4 e 8. Na curva 5, uma zona de gravilha foi substituída por escapatória em asfalto. São mudanças localizadas, mas relevantes para a forma como os pilotos atacam e corrigem erros.

As equipas usarão os treinos para confirmar se as simulações — que apontam para voltas cerca de dois segundos mais rápidas do que em 2025 — correspondem ao comportamento real dos pneus.

Segue os horários do GP de Itália em Portugal e o guia de Monza.

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Reta principal do Autodromo Nazionale di Monza, em Itália
Fotografia: Luca Ulk · CC BY-SA 3.0

Publicado: · Última atualização:

Este artigo foi redigido de raiz pela equipa editorial da GRIDRIFT. Factos e dados foram verificados em documentação oficial e fontes primárias ligadas no contexto em que são referidas.

Fontes e atualização

Conteúdo editorial original. As ligações externas remetem para entidades de elevada autoridade, como Formula 1, FIA e Pirelli. A fotografia é do Wikimedia Commons e apresenta autoria e licença na legenda.