Regulamento geral
Define princípios, terminologia, aplicação das regras, procedimentos administrativos e enquadramento do campeonato.
Das bandeiras à aerodinâmica ativa: um guia completo para perceber o que pode acontecer em pista, porque é que os comissários intervêm e como as regras moldam cada carro.
Encontraste uma expressão técnica que não conheces? Consulta o Glossário de Fórmula 1 da GRIDRIFT antes de entrares nos detalhes dos regulamentos.
A FIA divide a Fórmula 1 de 2026 em seis secções complementares. Uma decisão em pista pode envolver mais do que um livro: o procedimento é desportivo, a conformidade do carro é técnica e a forma como foi desenvolvido pode ser financeira ou operacional.
Define princípios, terminologia, aplicação das regras, procedimentos administrativos e enquadramento do campeonato.
Organiza inscrições, fins de semana, qualificação, Sprint, corridas, classificações, penalizações e trabalho dos oficiais.
Fixa dimensões, peso, segurança, aerodinâmica, unidade de potência, energia, combustível, materiais e sistemas permitidos.
Estabelece o teto orçamental das equipas, exclusões, reporte, auditoria e consequências de infrações processuais ou materiais.
Aplica controlo financeiro próprio aos fabricantes das unidades de potência e aos respetivos programas de desenvolvimento.
Limita recursos e atividades operacionais, incluindo desenvolvimento aerodinâmico, utilização de instalações e outras operações de competição.
Edições consultadas em 20 de agosto de 2026: A 03, B 07, C 19, D 07, E 06 e F 09. Os documentos estavam publicados pela FIA com data de 25 de junho de 2026.
Num Grande Prémio convencional, a sexta-feira recebe dois treinos livres. O terceiro treino e a qualificação decorrem no sábado; a corrida disputa-se no domingo. Os horários podem variar, mas a lógica é a mesma: preparar o carro, ordenar a grelha e correr.
Recolha de dados, comparações de afinação, simulações de qualificação e stints longos.
Última preparação antes de Q1, Q2 e Q3 definirem a ordem de partida.
Volta de formação, partida e uma distância próxima de 305 km, exceto no Mónaco.
Em 2026, Q1 dura 18 minutos e elimina os seis mais lentos. Q2 dura 15 minutos e elimina mais seis. Os dez restantes disputam a pole durante os 13 minutos de Q3. Uma bandeira vermelha para o relógio; uma volta iniciada antes do fim pode ser concluída.
A Sprint tem cerca de 100 km e não exige paragem. Sexta-feira combina treino livre e Qualificação Sprint; sábado recebe a Sprint e a qualificação principal; domingo fica reservado ao Grande Prémio. O resultado da Sprint não define a grelha da corrida principal.
Cada piloto soma os seus pontos no Mundial de Pilotos. Para o Mundial de Construtores contam os resultados dos dois carros de cada equipa. Em caso de igualdade, o desempate começa pelo maior número de vitórias e continua pelos melhores resultados seguintes.
Se uma corrida for suspensa e não recomeçar, a percentagem da distância completada e as condições previstas no regulamento determinam se são atribuídos pontos integrais ou uma escala reduzida. Já não existe ponto extra pela volta mais rápida.
A Pirelli dispõe de cinco compostos slick, do C1 mais duro ao C5 mais macio. Para cada Grande Prémio são selecionados três: o mais duro recebe marca branca, o médio amarela e o macio vermelha. O intermédio tem marca verde e o pneu de chuva extrema, azul.
Numa corrida seca, cada piloto tem de utilizar pelo menos dois compostos slick diferentes. A regra deixa de se aplicar nos mesmos termos quando são utilizados pneus intermédios ou de chuva. Escolher o momento da troca envolve temperatura, degradação, tráfego e tempo perdido na via das boxes.
Pista livre; termina uma zona de perigo ou confirma o reinício normal da sessão.
Perigo. É proibido ultrapassar e o piloto tem de reduzir a velocidade; duas amarelas exigem preparação para parar.
A sessão é interrompida. Os carros seguem as instruções da direção de corrida e regressam à via das boxes.
Avisa que um carro mais rápido se aproxima, sobretudo quando está prestes a dar uma volta a um concorrente.
Desclassificação do piloto identificado; o carro deve regressar às boxes.
Advertência formal por comportamento antidesportivo, mostrada com o número do carro.
Indica um problema mecânico potencialmente perigoso que tem de ser corrigido nas boxes.
Fim da sessão ou da corrida para cada carro que cruza a linha.
Além das bandeiras físicas, painéis luminosos e mensagens no volante repetem indicações críticas. Ignorar uma sinalização é uma infração grave porque todos os pilotos dependem da mesma resposta previsível ao perigo.
O Safety Car agrupa o pelotão atrás de um carro físico e reduz a velocidade até ser seguro reiniciar. O Virtual Safety Car impõe um tempo mínimo por setores, preservando aproximadamente as diferenças sem juntar todos os carros. Ultrapassar é, em regra, proibido durante ambos.
Quando a sessão não pode continuar em segurança, a corrida é suspensa. Os carros alinham na via das boxes ou no local indicado. A direção de corrida pode ordenar um reinício atrás do Safety Car ou uma nova partida parada, consoante as condições.
Os pilotos aquecem pneus e travões na volta de formação e regressam aos seus lugares. Cinco luzes vermelhas acendem em sequência e a corrida começa quando se apagam. Uma falsa partida, posição incorreta ou procedimento inseguro pode ser penalizado.
Depois do momento regulamentar definido para cada formato, as equipas deixam de poder alterar livremente o carro. São permitidos trabalhos específicos de segurança, fiabilidade e ajustes autorizados; quebrar a especificação pode obrigar a uma partida da via das boxes. O objetivo é impedir um carro de qualificação completamente diferente do carro de corrida.
Os comissários avaliam responsabilidade, gravidade, consequência e precedentes. A mesma manobra pode ter desfechos diferentes se um piloto evitou o contacto, ganhou vantagem duradoura ou colocou outro concorrente fora de prova.
Cumpridos numa paragem, sem tocar no carro durante o período, ou somados ao tempo final.
Passagem pela via das boxes sem parar, respeitando o limite de velocidade.
Paragem obrigatória durante o tempo indicado, sem trabalho no carro.
Aplicada à grelha, frequentemente por componentes, condução ou infrações numa sessão anterior.
Retira o resultado quando a infração desportiva ou técnica justifica a sanção máxima.
Ficam na superlicença durante 12 meses; ao chegar a 12, o piloto é suspenso por uma corrida.
O novo regulamento reduziu dimensões e massa para tornar os carros mais ágeis. A distância entre eixos máxima é 3,4 metros, a largura máxima 1,9 metros e o peso mínimo de referência é 768 kg. As jantes continuam a ter 18 polegadas, mas os pneus são 25 mm mais estreitos à frente e 30 mm atrás.
As asas dianteira e traseira mudam de configuração em zonas e condições autorizadas. Em reta, o carro reduz a resistência; em curva, recupera carga aerodinâmica. Não é um botão de ultrapassagem idêntico ao antigo DRS: faz parte da arquitetura energética e aerodinâmica global.
O V6 turbo de 1,6 litros mantém-se, mas o MGU-H desaparece e o MGU-K pode fornecer até 350 kW. A eletricidade aproxima-se da contribuição do motor de combustão, tornando recuperação, bateria e software decisivos. O combustível sustentável avançado é produzido sem recorrer a novo carbono fóssil.
Monocoque, estruturas de impacto, halo, depósitos, rodas e testes de colisão obedecem a critérios definidos pela FIA. Depois de uma prova, os delegados técnicos podem pesar o carro, recolher combustível, verificar software, medir superfícies e desmontar componentes. Um carro rápido que não cumpre as regras não conserva o resultado.
O regulamento financeiro não obriga todas as equipas a gastar o mesmo; limita despesas relevantes para impedir que a diferença de recursos determine sozinha o campeonato. Algumas rubricas são excluídas ou tratadas separadamente, e o valor aplicável pode ser ajustado pela quantidade de provas e por parâmetros definidos nas regras.
As equipas entregam documentação, contas e declarações à administração do teto orçamental. Uma infração processual não é igual a uma ultrapassagem material: as sanções podem ir de multas e restrições de desenvolvimento a deduções de pontos, limites futuros e exclusão.
O livro operacional completa este controlo ao limitar ferramentas e tempo de desenvolvimento. O trabalho de túnel de vento e CFD é regulado e parcialmente condicionado pela posição no campeonato: quem termina mais atrás recebe, em princípio, maior margem aerodinâmica no período seguinte. Há ainda regras sobre testes, atividades de fábrica e períodos de trabalho.
Uma vitória num Grande Prémio vale 25 pontos. A distribuição normal para os dez primeiros é 25–18–15–12–10–8–6–4–2–1.
Não. O ponto extra pela volta mais rápida deixou de ser atribuído a partir de 2025.
Numa corrida declarada seca, a obrigação de usar pelo menos dois compostos slick diferentes implica normalmente uma paragem. Com pneus de chuva, aplicam-se condições diferentes.
Há apenas um treino livre. A Qualificação Sprint define a grelha da corrida curta; a Sprint atribui pontos no sábado e a qualificação principal define a grelha de domingo.
O regime de parc fermé limita fortemente as alterações. Uma mudança fora do permitido pode obrigar a partir da via das boxes ou gerar outra sanção.
Os comissários desportivos analisam cada incidente com dados, imagens e depoimentos. A direção de corrida gere a sessão, mas não substitui o painel de comissários na decisão disciplinar.
Se um piloto acumular 12 pontos de penalização num período móvel de 12 meses, recebe uma suspensão de uma corrida.
Não. A FIA verifica a conformidade, mas geometrias, mapas e soluções de desenvolvimento permanecem em grande parte confidenciais.
Este guia foi redigido de raiz pela GRIDRIFT e não substitui o texto legal. A referência definitiva é a versão mais recente publicada pela FIA. Estrutura e factos técnicos cruzados com o centro oficial FIA F1 2026 e os guias educativos da Formula 1. Última revisão editorial: 20 de agosto de 2026.