A McLaren levará a nova H-Wing rotativa a Monza. O nome recupera a lógica do F-duct de 2010 e o pacote procura reduzir arrasto sem perder estabilidade.
A H-Wing estreia-se no circuito que mais pede eficiência
A McLaren preparou uma nova especificação de asa traseira de baixa resistência para Monza. O elemento rotativo, chamado H-Wing, será usado pela primeira vez no fim de semana do Grande Prémio de Itália depois de um desenho semelhante ter sido testado no primeiro treino da Hungria.
Na apresentação oficial publicada pela Formula 1, a equipa confirma também pequenas atualizações aerodinâmicas e componentes já declarados para circuitos de baixa carga.
Facto: a asa faz parte do pacote levado a Monza. Análise: o verdadeiro teste não é o nome nem a velocidade isolada, mas a estabilidade da plataforma quando o elemento muda de posição.
Voltar ao início ↑Porque se chama H-Wing
A letra não descreve uma forma secreta. Vem do H visível na marca Etihad Airways colocada na asa traseira. A escolha recupera a lógica do F-duct de 2010, cujo nome ficou associado à letra F da publicidade junto à entrada do sistema.
A referência é histórica, mas a tecnologia é diferente. O F-duct manipulava o escoamento para reduzir resistência; a aerodinâmica ativa de 2026 altera diretamente a configuração das asas dentro das regras atuais.
O elo entre as duas soluções está na ambição: encontrar velocidade em reta sem abandonar o controlo necessário quando chega a travagem.
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Energia pode criar um efeito de ioiô nas ultrapassagens
Neil Houldey, diretor técnico de engenharia aplicada da McLaren, identifica uma segunda variável. A energia disponível é limitada ao longo da volta, e estratégias diferentes de recuperação e utilização podem fazer dois carros trocarem vantagem em pontos distintos.
Um piloto pode aproximar-se com mais energia numa reta e ficar vulnerável na seguinte se tiver de recuperar. A H-Wing reduz arrasto, mas não cria eletricidade; por isso, asa e unidade de potência têm de funcionar como um único plano.
O efeito será especialmente importante em comboios, onde vários carros utilizam a mesma zona de ultrapassagem e a posição em pista condiciona a estratégia seguinte.
Voltar ao início ↑Os treinos decidem a configuração final
A McLaren não anunciou que todas as opções novas serão automaticamente mantidas. A equipa vai comparar a H-Wing, os pequenos ajustes aerodinâmicos e alternativas de baixa resistência antes de escolher a especificação para a qualificação.
Essa cautela separa novidade de resultado. Uma peça pode funcionar no túnel de vento e exigir correções na pista por causa de vibração, equilíbrio ou comportamento sobre os lancis.
Consulta a análise do McLaren MCL40 e o guia sobre aerodinâmica ativa em Monza.
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